Cansada ou só fingindo estar bem?
- Lucélia Nunes
- 7 de mai. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 30 de set. de 2025
🌷 Você está se cuidando de verdade... ou só apagando incêndios todos os dias?
Acorda cedo, cuida da casa, resolve mil coisas no trabalho, tenta ser presente com a família, manter o corpo em forma, a pele hidratada, as unhas feitas… e ainda sorrir no Instagram.💭 No fundo, parece que todo mundo está dando conta — menos você.
Mas calma! Você não está sozinha. Cada vez mais mulheres estão enfrentando o que chamamos de burnout emocional: aquela exaustão que não some nem com café, nem com banho quente.O problema? A gente aprendeu que se cuidar é colocar uma máscara facial e seguir a vida como se nada estivesse acontecendo.
Com base em dados do Ministério da Saúde, observei um aumento significativo nos atendimentos relacionados à síndrome de burnout entre mulheres nos últimos anos. Em 2022, foram registrados 164 atendimentos para mulheres, número que subiu para 282 em 2023, representando um aumento de aproximadamente 72%.
Embora os dados específicos para 2025 ainda não estejam disponíveis, essa tendência ascendente indica a importância de monitorar e abordar o esgotamento profissional entre as mulheres. Fatores como a dupla jornada de trabalho e a sobrecarga de responsabilidades podem contribuir para esse cenário.
Fonte: Folha de S.Paulo (2024)
Atendimentos por burnout em mulheres no SUS cresceram 72% de 2022 (164 casos) para 2023 (282 casos).
Mulheres são maioria nos atendimentos, com causas ligadas à dupla jornada, pressão e sobrecarga emocional.

🔎 Neste post, vamos falar de autocuidado real, com dicas práticas e que cabem no seu dia, mesmo nos mais corridos:
💡 5 formas reais de se cuidar sem precisar sair de casa:
Diga não sem se justificar: Nem tudo precisa da sua energia. Aprenda a recusar o que não te faz bem.
Faça pausas de verdade (nem que seja 5 minutos!: )Levante, respire, tome um chá. Seu cérebro precisa de respiros.
Fale sobre o que sente: Converse com uma amiga, escreva em um caderno, ou procure uma profissional. Guardar só pesa mais.
Crie rituais simples de autocuidado: Pode ser um banho com vela aromática, uma playlist relaxante ou deitar sem celular por 10 minutos.
Se abrace com compaixão: Nem todos os dias serão produtivos — e tudo bem. Você é humana, não uma máquina.
Saúde Mental e Autocuidado Feminino na Era Digital: Desafios e Caminhos Possíveis
A transformação digital trouxe avanços significativos para a vida moderna, mas também impôs uma nova carga emocional, especialmente sobre as mulheres. Com a hiperconectividade e a constante exposição em redes sociais, o equilíbrio entre vida pessoal, profissional e emocional tem se tornado cada vez mais desafiador.
📉 Impactos da era digital na saúde mental feminina
Segundo estudos recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos relacionados à ansiedade e depressão aumentaram significativamente entre mulheres jovens e adultas, em grande parte associados ao uso excessivo das redes sociais, sobrecarga informacional e o fenômeno da comparação constante.
Exemplos da atualidade:
Mulheres que conciliam jornada dupla (trabalho e cuidados domésticos) e ainda sentem a pressão de manter uma presença digital positiva.
Influenciadoras e profissionais que sofrem de "síndrome da impostora" ao se compararem com padrões inalcançáveis.
Jovens universitárias afetadas por ansiedade social ou insônia devido à dependência de notificações e redes.
💡 Como amenizar os reflexos desses impactos?
É possível construir rotinas e hábitos que minimizem os efeitos da era digital sobre a saúde mental, respeitando os limites individuais e favorecendo o autocuidado real — aquele que não é só estético, mas emocional e sustentável.
1. Educação digital emocional
Promover a alfabetização emocional nas redes: entender que nem tudo o que se vê é real, e que é saudável filtrar conteúdos que geram ansiedade.
2. Gestão do tempo de tela
Estabelecer períodos de "detox digital" ou utilizar recursos como tempo de uso nos celulares para limitar a exposição diária a aplicativos e redes.
3. Rituais de autocuidado com propósito
Criar pequenas rotinas que promovam bem-estar mental, como:
Prática de mindfulness ou meditação guiada (apps como Headspace ou Meditopia);
Escrita terapêutica (journaling);
Contato com a natureza, mesmo em espaços urbanos;
Terapia ou rodas de conversa com outras mulheres.
4. Desconstrução de padrões
Encorajar o olhar crítico sobre estereótipos femininos digitais, incentivando o empoderamento por meio da autenticidade, e não da perfeição.
5. Rede de apoio
Fortalecer vínculos reais: amizades, grupos de apoio e espaços seguros onde as mulheres possam se expressar sem julgamento.

O autocuidado feminino na era digital precisa ir além da estética e se tornar uma prática consciente de preservação da saúde mental. Criar estratégias reais e acessíveis, adaptadas à rotina e à realidade de cada mulher, é essencial para transformar o autocuidado em um ato de resistência e equilíbrio.
Lucelia S Nunes 07/05/2025








Comentários